sábado

Acordo Ortográfico, dicas do Prof Sérgio Nogueira

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Novidades do Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras

NOTA EXPLICATIVA da ABL sobre os procedimentos metodológicos seguidos na elaboração da 5ª. edição do VOLP:

“Para viabilizar o rico repertório lexical da 5ª. edição do VOLP com o sintético e enxuto texto do Acordo de 1990, esta Comissão estabeleceu quatro princípios que, pelo que se lhe afigura, garantem fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais:


a) respeitar a lição do texto do Acordo;
b) estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;
c) acompanhar o espírito simplificador do texto do Acordo;
d) preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do Acordo.

São as seguintes principais medidas tomadas por esta Comissão:


1) Restabelecer o acento gráfico nos paroxítonos com ditongo “ei” e “oi” quando incluídos na regra geral dos terminados em “-r”: Méier, destróier, blêizer

2)
Restabelecer o acento circunflexo nos paroxítonos com o encontro “ôo” quando incluídos na regra geral dos terminados em “-n”: herôon

3)
Incluir na regra geral de acentuação os paroxítonos terminados em “-om”: iândom, rádom (variante de rádon)

4)
Incluir o emprego do acento gráfico na sequência “ui” de hiato, quando a vogal tônica for “i”, como na 1ª. pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: arguí

5)
Limitar as exceções de emprego do hífen às palavras explicitamente relacionadas no Acordo, admitindo apenas as formas derivadas e aquelas consagradas pela tradição ortográfica dos vocabulários oficiais, como passatempo

6)
Incluir no caso 1º. da Base XV o emprego do hífen nos compostos formados com elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica de formas onomatopéicas, por serem de natureza nominal, sem elemento de ligação, por constituírem unidade sintagmática e semântica e por manterem acento próprio, bem como as formas derivadas, conforme preceitua o texto oficial: blá-blá-blá, reco-reco, trouxe-mouxe, zigue-zaguear

7)
Incluir no caso 3º. da base XV, relativo às denominações botânicas e zoológicas, as formas designativas de espécies ou produtos afins derivados, conforme prática da tradição ortográfica: azeite-de-dendê, bálsamo-do-canadá, água-de-coco

8)
Excluir do emprego do hífen as formas homógrafas de denominações botânicas e zoológicas que têm significações diferentes àquelas: bico de papagaio, “nariz adunco”, “saliência óssea”

9)
Excluir o prefixo “co” do caso 1º, a), da Base XVI por merecer do Acordo exceção especial na Obs. Da letra b) da mesma Base XVI e por também poder ser incluído no caso 2º., letra b), da Base II (coabitar, coabilidade, etc.). Assim por coerência, co-herdeiro passará a coerdeiro

10)
Incluir, por coerência e em atenção à tradição ortográfica, os prefixos “re-“, “pré-“ e “pro-“ à excepcionalidade do prefixo “co-“, referida na Obs. da letra b)- do caso 1º. da Base XVI: reaver, reeleição, preencher, proótico

11)
Registrar a duplicidade de formas quando não houver perda de fonema vocálico do 1º. elemento e o elemento seguinte começar por “h-“, exceto os casos já consagrados, com eliminação desta letra: bi-hebdomadário e biebdomadário, carbo-hidrato e carboidrato, mas cloridrato

12)
Incluir entre as locuções, portanto não hifenadas, as unidades fraseológicas constitutivas de lexias nominalizadas do tipo de deus nos acuda, salve-se quem puder, faz de conta, etc.

13)
Excluir o emprego do hífen nas expressões latinas quando não aportuguesadas: ab ovo, ad immortalitatem, carpe diem, in octavo, mas in-oitavo

14)
Excluir o emprego do hífen com o prefixo “an-“ quando o 2º. elemento começar por “h-“, letra que cai, à semelhança dos prefixos “des-“ e “in-“: anistórico, anepático. Na forma “a-“ usa-se o hífen e não se elimina o “h-“ a-histórico

15) Excluir o emprego do hífen nos casos em que as palavras “não” e “quase” funcionam com prefixos: não agressão, não fumante, quase delito, quase irmão.”

'Onde está Wally?'


Estudantes se fantasiam para bater recorde de 'Onde está Wally?'

1.052 pessoas participaram do recorde na Universidade de Rutgers.

Estudantes da Universidade de Rutgers, em New Brunswick, no estado de Nova Jersey (EUA), se fantasiam para bater recorde de 'Onde está Wally?'. Além dos alunos, funcionários e membros da comunidade fizeram parte do recorde. Ao todo, o evento realizado no dia 2 de abril reuniu 1.052 pessoas. (Foto: Reprodução/NY Magazine). Planeta Bizarro


Professor se atrapalha e coloca filme pornô em escola nos EUA

Segundo escola, apenas dez alunos teriam visto as cenas de sexo. ‘Oh, meu Deus, vocês viram isso?', disse o professor após tirar o DVD. (Foto: Reprodução/Site oficial da East High School, em Denver, onde aconteceu o incidente). Matéria completa no G1

Significado da Páscoa


A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, que significa ressurreição, vida nova. Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa. Em termos históricos, ela celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito e a passagem através do Mar Vermelho. É com o sentido de libertação que, até hoje, os judeus celebram esta festa.

Para os cristãos a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Ela é a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu nos primeiros anos do cristianismo. Por ser uma data móvel, no Hemisfério Norte a Páscoa coincide com a chegada da primavera, o Pessach também é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação.

Nos Estados Unidos as crianças brincam de caça ao ovo no domingo de Páscoa. Os ovos cozidos, decorados com tintas, são escondidos pelos pais no quintal ou dentro de casa.

Na Bélgica e na França, o silêncio invade as cidades, pois os sinos das igrejas não tocam entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa.

Diz a lenda local que os sinos voam para Roma até a Páscoa e quando voltam, deixam cair ovos para que as pessoas encontrem!

Na Bulgária, há o costume de colorir ovos cozidos após a missa na Quinta-feira Santa. Eles também fazem pães pascais chamados kolache ou kozunak (parecidos com o Panetone).

Um pão é decorado com número ímpar de ovos vermelhos e levado à igreja na madrugada de sábado. Os pães e ovos são abençoados e dados aos amigos turcos da família.

A Páscoa da Suécia lembra o dia das bruxas americano. Na quinta-feira Santa ou na véspera da Páscoa, as crianças suecas vestem-se de bruxos, visitam seus vizinhos e deixam um cartão decorado para conseguir doce ou dinheiro!

Na Índia promove-se o festival Holi, para lembrar como o deus Krishna apareceu. As pessoas dançam, tocam flautas e fazem comidas especiais. Então, é hora de visitar os amigos e experimentar o que cada um preparou! O dono da casa costuma marcar a testa de seus convidados com pó colorido.

Já na China, acontece o Ching-Ming. Durante essa festividade, as pessoas visitam os túmulos de seus ancestrais e fazem oferendas, como refeições e doces. O objetivo é deixar os ancestrais satisfeitos com seus descendentes.

Na Europa Oriental, Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia, as pessoas presenteiam parentes e amigos com ovos coloridos. Armênios decoravam cascas de ovos intactos com figuras cristãs, da Virgem Maria e outros temas religiosos.

Fonte:http://diocesedeuruacu.com.br/blogparoquianossasenhoradabadiabarroalto/?p=569

quarta-feira

Os Sem-punição

João Pedro Stédile, líder dos sem-terra, com-carro do serviço público.

A farra dos sem punição

Aloísio de Toledo César, no Estadão

Não há dúvida alguma: o que fortalece o movimento dos sem-terra e similares, enfim, da baderna repetitiva estimulada e financiada é a impunidade. Eles não deveriam ser chamados de sem-terra, mas de sem punição, porque fazem o que querem e, no enorme universo de violadores da lei, somente um ou outro, vez ou outra, recebe uma condenação.

Em sua elogiável demonstração de preocupação com o problema, o ministro Gilmar Mendes deixou, no entanto, de enfocar a principal dificuldade jurídica que impede a nós, juízes, de condenarmos rapidamente os sem-terra (ou sem punição, como disse acima).

Sempre que ocorre uma invasão de terras ou de prédios públicos, rotina da qual não conseguimos nos livrar, restam claramente configurados ilícitos penais puníveis pela legislação em vigor. Com a destruição de cercas, o corte de árvores, a derrubada de casas e instalações de prédios públicos, além da violência contra pessoas, fica ali presente aquilo que no Direito se define como a materialidade delitiva.

Isso quer dizer que não há dúvida de que houve crime e que a obrigação do Estado é punir. Torna-se muito difícil, contudo, identificar com segurança a autoria, ou seja, aqueles que na multidão de invasores sem qualquer dúvida cometeram o delito.

Os sem punição são organizados (afinal integram um claro movimento político) e possuem recursos para pagar bons advogados, que sabem da dificuldade do Estado em punir toda a multidão de invasores. Realmente, nas invasões coletivas, há aqueles que tomam a dianteira para as destruições e para a violência, porém a grande maioria é unicamente massa de manobra. São pessoas que portam faixas, cantam e a cada cerca derrubada batem palmas até doer as mãos.

Quando o delito é praticado por uma única pessoa ou por um número pequeno delas, a identificação dos autores torna-se de mais fácil comprovação, necessária para a condenação. Mas se são muitos, e isso é o que quase sempre ocorre, torna-se difícil a prova da autoria, sem a qual não há como punir.

Para a obtenção dessas provas, os processos se arrastam, com perícias técnicas e oitiva de testemunhas, tudo absolutamente necessário em face do princípio constitucional da ampla defesa. Por exemplo, se for indicado um deputado federal como testemunha (e os advogados espertos fazem isso), será necessário encontrá-lo e ouvi-lo, o que atrasará em pelo menos seis meses o processo.

É isso que torna morosa a decisão punitiva, e não o ânimo dos juízes. Nós, juízes, assim como a grande maioria da população, somos contrários a essas invasões violadores de direitos. Basta verificar que estamos com frequência determinando a devolução das terras e de prédios invadidos aos seus verdadeiros donos.

Mas, para pôr na cadeia aqueles que ali merecem estar (são tantos os nomes que os jornais divulgam), torna-se necessário cumprir o devido processo legal, permitindo ampla defesa, sem o que qualquer decisão punitiva representará tão somente uma valentia jurídica, anulável a qualquer momento.

Essas considerações são necessárias neste momento em que a farra com o dinheiro público se torna mais ostensiva e vai demonstrando a inacreditável vinculação do Palácio do Planalto com os grupos que trabalham contra o Estado de Direito. Destinar recursos a grupos que se organizam exclusivamente para as invasões, com o enganoso pretexto de reforma agrária, representa a negação de tudo aquilo que a sofrida Constituição de 1988 pretendeu nos garantir.

A função social da propriedade é sempre lembrada como argumento justificador das invasões, e disso vem resultando a lamentável premiação com a terra àqueles que a invadiram. Mas o sentido de função da propriedade contido na Constituição federal é outro, significando que a terra deve produzir para todos, e não ser concedida a alguns que se mostram mais violentos que outros.

A concessão de terras aos que a invadiram representa um precedente perigoso que serve mais para negar do que para consagrar o Estado de Direito.

Quem tiver curiosidade de conferir quais foram os efeitos da reforma agrária realizada no Pontal do Paranapanema e na região da Alta Sorocabana, onde tudo começou, pelo equivocado pretexto de que se tratavam de terras devolutas, ficará perplexo ao comprovar que, no lugar de fazendas-modelo antes existentes, que eram verdadeiros exemplos de eficiência e de produção, houve completa desfiguração, depois de divididas e distribuídas aos sem-terra.

Quem passa pelas áreas distribuídas a esses antigos invasores fica tomado pelo desânimo. Não há desenvolvimento algum, mas, antes, uma estagnação vergonhosa, com produção que restringe o benefício da função social da propriedade somente àqueles que lograram recebê-la de graça (ou melhor, não de graça, porque nós, o povo, pagamos pela desapropriação).

É muito assustador verificar que o Palácio do Planalto vem destinando a seus aliados e a associações com essas características verbas vultosas que pertencem a nós todos. Não é admissível que dinheiro público seja assim distribuído ao gosto daquele que distribui.

Quem foi eleito para governar tem o dever legal de fazê-lo em conformidade com a lei, e não conforme sua vontade pessoal, considerada superior unicamente por estar no poder.

Agir dessa forma, com desprezo pelo direito de propriedade e sem combater a violência dos invasores, serve para demonstrar um traço autoritário que é preocupante por sinalizar coisa ainda pior, como a intenção de conduzir o País a um rumo do qual nos livramos uma vez, décadas atrás, mas ao preço de posteriores 20 anos de ditadura.

Aloísio de Toledo César é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo E-mail: aloisioparana@ip2.com.br

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